quarta-feira, 20 de junho de 2012

Objetivos e beneficios da flexibilidade

- Regulação do tónus muscular[1]; - Melhoria da coordenação muscular;
- Aumento da capacidade mecânica do músculo;
- Melhoraria da elasticidade muscular;
- Aumento da mobilidade articular;
- Melhoria da produção de força (devido ao maior alongamento, extensibilidade e elasticidade das estruturas anatómicas);
- Melhoria do transporte de energia;
- Permite um aproveitamento mais económico da energia mecânica;
- Prevenção de lesões musculares (aumento da tolerância ao choque e às instabilidades musculo-articulares, pelo aumento/manutenção da reserva de flexibilidade);
- Redução do choque de impacto em desportos de contacto e nas quedas;
- Aumento da amplitude dos movimentos relacionados com a atividade;
- Promove o relaxamento muscular;
- Permite aperfeiçoar a técnica com maior rapidez;
- Permite uma recuperação mais rápida (aumento do metabolismo e irritação local; efeito antálgico[2]).





[1] Tónus muscular - estado de tensão elástica (contração ligeira) que apresenta o músculo em repouso, e que lhe permite iniciar a contração imediatamente depois de receber o impulso dos centros nervosos. Num estado de relaxamento completo (sem tónus), o músculo levaria mais tempo para iniciar a contração.
[2] Antálgico – acalma a dor.

Conceito de flexibilidade

“Capacidade motora que depende da elasticidade muscular e da mobilidade articular, expressa pela máxima amplitude de movimentos necessária para a perfeita execução de qualquer a atividade física eletiva, sem que ocorram lesões anatomopatológicas” (Pavel e Araújo).

Flexibilidade

Flexibilidade é a capacidade motora responsável pela execução de um movimento de amplitude angular máxima, por uma articulação ou um conjunto de articulações, dentro dos limites morfológicos, sem risco de provocar lesão, isto é, a flexibilidade permite efetuar movimentos com a maior amplitude possível. O atleta pode executar estes movimentos por si mesmo ou por influência auxiliar de forças externas.

Treino de Resistência


Num contexto desportivo, o desenvolvimento da resistência implica o retardamento do aparecimento e instalação da fadiga e/ou a diminuição das suas consequências durante a execução de determinado exercício físico, promovendo, ainda, a otimização dos processos de recuperação após o esforço.


É essencial desenvolver a resistência geral para se poder atingir um bom nível na resistência de um certo desporto, qualquer que este seja. Então, para o treino da resistência, é necessário executar repetidamente exercícios de dificuldade moderada ou de dificuldade acentuada.

É comum utilizar as atividades cíclicas, como o ciclismo, a marcha, a natação, a canoagem, as séries de corridas rápidas, entre outros. No caso do treino da força em regime de resistência, também se recorre a máquinas de musculação.

Tipos de resistência

Existem várias formas de classificar a resistência:


Quanto à massa muscular mobilizada:


- Resistência geral - é aquela em que é solicitada mais de 1/6 da massa muscular total, sendo limitada pelo sistema cardiorrespiratório, ou seja, é a capacidade de resistência, quando se utilizam grandes grupos musculares, como por exemplo, na corrida de fundo.


- Resistência local - é solicitada menos de um 1/6 da massa muscular total, sendo a mesma fundamental para os exercícios de braços como, por exemplo, no levantamento de pesos e no boxe. É determinada pela resistência geral, pela força e pela capacidade anaeróbia.


Observação: Quando um movimento exigir, para a sua realização, a participação de menos de 1/6 a 1/7 do total da musculatura esquelética, ele é localizado, (como já foi referido anteriormente), pois depende inicialmente do metabolismo local. Se o movimento for realizado várias vezes ou durante um tempo prolongado, este solicita a capacidade motora conhecida como resistência muscular localizada, sendo que este tipo de resistência se pode manifestar, utilizando as fontes de energia, aeróbia e anaeróbia, que irão ser descritas seguidamente.



              Quanto aos processos de obtenção de energia:


- Resistência aeróbia - é aquela em que há equilíbrio entre o oxigénio que está a ser requisitado para o trabalho muscular e o que é transportado pela circulação até esse tecido, ou seja, é uma qualidade física que permite a um indivíduo sustentar um exercício com uma intensidade e duração relativamente longas. A energia necessária para a realização desse exercício provém principalmente do metabolismo oxidativo.



- Resistência anaeróbia - é aquela onde há ausência de oxigénio e a energia é produzida através da fermentação. Esta divide-se noutras duas variantes: a resistência anaeróbia aláctica (nos esforços de pequena duração, quando a energia é obtida a partir da fosfocreatina[1], não se formando grandes quantidades de ácido láctico) e a resistência anaeróbia láctica (quando os esforços são mais prolongados e se recorre ao glicogénio[2], formando-se assim, grandes quantidades de ácido láctico no sangue). A resistência anaeróbia provoca fadiga bioquímica e neuromuscular.


Quanto à modalidade desportiva:


- Resistência geral - capacidade de executar um tipo de atividade independentemente do desporto praticado, que implique muitos grupos musculares e sistemas (sistema nervoso central, sistema cardiovascular e respiratório). As suas características principais são: por um lado, envolver o organismo na sua totalidade, por um período de tempo prolongado; por outro lado, não depender da disciplina desportiva, embora facilitando o sucesso em vários tipos de tarefas em treino.


- Resistência específica - é a forma de manifestação própria de um determinado desporto ou modalidade praticada. Pressupõe uma adaptação às condições de carga próprias da competição.



Quanto à duração do esforço:


- Resistência de curta duração (35 segundos a 2 minutos);
- Resistência de média duração (2 a 10 minutos);
- Resistência de longa duração,



A resistência de longa duração, divide-se em quatro níveis:

- Nível I (10 a 35 minutos);
- Nível II (35 a 90 minutos);
- Nível III (90 minutos a 6 horas);
- Nível IV (mais de 6 horas).





[1] Fosfocreatina – composto de aminoácidos armazenada nas nossas células (está presente nas fibras musculares e no cérebro)
[2] Glicogénio – hidrato de carbono de reserva do nosso organismo

Objetivos e beneficios da resistência

A Resistência tem como objetivos:
- Desenvolver a capacidade funcional do coração;
- Aumentar o número de glóbulos vermelhos e a taxa de oxigénio transportado pelo sangue;
- Providenciar aos atletas uma maior capacidade de realizar um volume elevado de carga de treino ou competição;
- Aumento da capacidade muscular para queimar açúcares e gorduras;
- Redução da massa corporal;
- Manutenção, durante o máximo tempo possível, de uma intensidade ótima do exercício;
- Redução do decréscimo inevitável da intensidade quando se trata de exercícios prolongados como, por exemplo, a maratona;
- Melhoramento da capacidade de recuperação após os treinos ou competições;
- Estabilização da técnica desportiva e da capacidade de concentração nos desportos mais complexos tecnicamente (exemplos: salto em trampolim, patinagem artística, etc.).

Conceito de Resistência


Não existe um conceito universal de resistência. Todavia, numa primeira análise, a resistência relaciona-se principalmente com a fadiga e a capacidade de recuperação dos indivíduos, influenciando o desempenho segundo diversas vertentes: energética, coordenativa, biomecânica e psicológica.


Segundo Bompa (1999), “resistência pode ser definida como a capacidade do organismo em resistir à fadiga numa atividade motora prolongada. Entende-se por fadiga a diminuição transitória e reversível da capacidade de trabalho do atleta”. Zintl (1991) define a resistência de um modo mais detalhado: “resistência é a capacidade de manter um equilíbrio psíquico e funcional o mais adequado possível perante uma carga de intensidade e duração suficientes para desencadear uma perda de rendimento insuperável (manifesta), assegurando, simultaneamente, uma recuperação rápida após esforços físicos”.